Mundo
Guerra no Médio Oriente
Israel rompe "imediatamente" com sete entidades da ONU
Depois dos Estados Unidos, Israel anunciou esta terça-feira o rompimento imediato com sete instituições das Nações Unidas, que considera "anti-israelitas".
Entre elas, a ONU Mulheres e a Aliança das Civilizações, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.
O texto refere que a decisão foi tomada depois do ministro responsável pela pasta, Gideon Sa'ar, "examinar e discutir a saída dos Estados Unidos de dezenas de organizações internacionais".No dia 7 de janeiro, a Administração Trump anunciou a retirada do país de mais de 60 instituições da ONU ou ligadas às Nações Unidas.
Além das duas organizações citadas, Israel vai cortar contactos com o Gabinete do representante especial do secretário-geral da ONU para as Crianças e os Conflitos Armados.
O país rompe também com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e com a Comissão Económica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental, que a diplomacia israelita acusa de publicar "relatórios anti-Israel severos todos os anos".
As autoridades israelitas anunciaram também que se separam da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, que classifica como uma "plataforma de ataques contra Israel".
A lista integra ainda a ONU Energia, uma organização descrita como um reflexo da "burocracia excessiva e ineficiência da ONU", e o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento, que, segundo Israel, "mina a capacidade dos países soberanos de fazerem cumprir as suas próprias leis de imigração".
A lista integra ainda a ONU Energia, uma organização descrita como um reflexo da "burocracia excessiva e ineficiência da ONU", e o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento, que, segundo Israel, "mina a capacidade dos países soberanos de fazerem cumprir as suas próprias leis de imigração".
Israel justifica o corte com a ONU Mulheres, por acusar a organização de ter ignorado os casos de violência sexual ocorridos durante os ataques do Hamas contra Israel, em outubro de 2023.A estas organizações poderão juntar-se outras, num futuro "breve", advertiu o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A decisão está "pendente de análise em profundidade".
As relações entre Israel e a ONU degradaram-se desde o início da guerra na Faixa de Gaza, no seguimento dos ataques liderados pelo grupo islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023 em território israelita, que resultaram em cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma ofensiva em grande escala no enclave palestiniano.
As autoridades locais controladas pela ONU, afirmam que a ofensiva provocou mais de 70 mil mortos, além de um desastre humanitário e a deslocação da quase totalidade da população.
Antes de um cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro do ano passado,
grupos de especialistas da ONU declaram situação de fome e um genocídio
em curso na Faixa de Gaza, que esteve durante um largo período sujeita a
um bloqueio total por parte das forças israelitas.
Em consequência, Israel foi incluído em 2024 na lista de países que violam gravemente os direitos das crianças nos conflitos armados.
"É o único país democrático da lista, juntamente com o Estado Islâmico e o Boko Haram", lamentou o comunicado da diplomacia israelita, que refere que já tinha cortado contacto com o gabinete da ONU no ano passado.
O Parlamento israelita, o Knesset, já tinha antes decidido, a 30 de dezembro de 2024, declarar ilegal no país a agência das Nações Unidas de assistência aos refugiados da Palestina (UNRWA), que considerava ter-se tornado um braço do Hamas.
"É o único país democrático da lista, juntamente com o Estado Islâmico e o Boko Haram", lamentou o comunicado da diplomacia israelita, que refere que já tinha cortado contacto com o gabinete da ONU no ano passado.
O Parlamento israelita, o Knesset, já tinha antes decidido, a 30 de dezembro de 2024, declarar ilegal no país a agência das Nações Unidas de assistência aos refugiados da Palestina (UNRWA), que considerava ter-se tornado um braço do Hamas.
Em resultado, a agência perdeu a imunidadee e foi expropriadaç das suas instalações em Jerusalém Oriental, sendo os seus bens apreendidos.
com Lusa